Quais funções atuais vão continuar? Quais vão desaparecer? Quais provavelmente vão aparecer? Quais são, hoje, as perspectivas de formação de novos profissionais no Brasil para as profissões da área de tecnologia?

Não é surpresa que as profissões da área de tecnologia do futuro estão cada vez mais ligadas a inteligências colaborativas do que a cargos da linha de produção. Neste contexto o senso de colaboração, relacionamento e trabalho em grupo com auto gestão é uma skill muito importante e que as máquinas – pelo menos ainda – não tem.

Nos últimos anos, alguns desenvolvedores criaram ferramentas incríveis para o uso de dados na gestão de negócios. Elas preveem a coleta, cruzamento e análise de informações obtidas de fontes praticamente infinitas para apontar as tendências do mercado. Dessa forma, os administradores teriam uma previsão um pouco mais precisa sobre os rumos de seu segmento, considerando tanto o comportamento dos consumidores, quanto o cenário econômico local e global.

Hoje em dia, pouquíssimas das atividades da nossa rotina não envolvem tecnologia. Ainda, dentro das empresas, tudo também depende de tecnologia e cada vez mais de inteligência artificial. Portanto, os profissionais da área de TI são extremamente valorizados. Para você ter uma ideia, há mais de 460 mil vagas em aberto nesse setor, e as organizações não encontram mão de obra qualificada para ocupar esses cargos. Portanto, trata-se de uma carreira muito promissora.

Outro ponto importante que se pode destacar na área de TI é que há profissões para praticamente todos os gostos. Há cargos que exigem muita matemática e principalmente raciocínio lógico, como é o caso dos programadores. Por outro lado, também existe espaço para pessoas mais criativas e com espírito artístico, como os designers. Achar alguma faculdade que combina com a sua vocação fica muito mais fácil com toda essa diversidade.

É por isso que cargos como o de analista de dados, por exemplo, estão tão em alta, pois apesar de tantas plataformas que geram automaticamente a performance de plataformas, é preciso uma inteligência para analisar o contexto e extrair padrões que permitam o aprendizado constante.

Outra categoria de profissões que está cada vez mais sendo criadas são a de “generalistas especialistas”, pessoas que uniram duas ou mais áreas de interesse, que inicialmente não teriam conexão nenhuma, mas que agora se tornaram reconhecidas pelas novas demandas atuais.

Por exemplo, o cargo de Tech Recruiter surgiu nos últimos anos demandando que profissionais que estudaram recursos humanos e psicologia entendessem especificamente das demandas e requisitos na contratação de profissionais da área de tecnologia e também da gestão contínua deste ambiente que tem o seu universo particular.

Isto faz com que profissionais de psicologia tenham que aprender sobre SCRUM, cultura de startups, interesses de profissionais da área de tecnologia, por exemplo.

A pergunta que não quer calar: como não se tornar obsoleto no mercado? Atualmente, é preciso buscar conhecimento em áreas diversas que podem ser pertinentes para novos mercados, uma dica também é se especializar em áreas como gestão, inovação, tecnologia e negócios.

Dica da InCuca: não tenha medo de criar um cargo que você se identifique, o importante é entender quais são as demandas reais do mercado e compreender como você pode gerar valor para negócios no pós-digital.