No InCuca News desta semana vamos falar sobre acessibilidade na internet e por que você deveria estar estar prestando mais atenção sobre isso no seu ambiente digital.

 

Esta semana a Suprema Corte dos Estados Unidos negou uma petição da empresa Domino’s Pizza sobre processo onde um cego chamado Guillermo Robles não conseguiu pedir comida no site e no aplicativo móvel do Domino’s, apesar de usar software de leitura de tela.

A decisão de não conceder o caso é uma perda para a empresa e uma vitória para os defensores da acessibilidade, que argumentaram que se as empresas não precisassem manter sites acessíveis, às pessoas com deficiência poderiam ser excluídas de partes substanciais da economia.

O assunto apesar de estar sendo tratado em outro país, desde 2016 a Lei Brasileira de inclusão exige que todos os sites, públicos e privados, estejam acessíveis.

Mas infelizmente hoje pouco mais de 2% deles seguem essa regra no Brasil.

Diante disso, ter um site acessível não é só cumprir a lei, é ter um diferencial competitivo.

E as organizações que saíram na frente nesse movimento já tem sido reconhecidas.

Mas afinal, vc sabe o que é acessibilidade na web e por que isso é muito importante?

Segundo a Cartilha Acessibilidade na Web elaborada pela W3C Brasil a acessibilidade na web significa que pessoas com deficiência ou desabilidades podem perceber, entender, navegar, interagir e contribuir para a web.

E mais. Ela também beneficia outras pessoas, incluindo pessoas idosas com capacidades em mudança devido ao envelhecimento.

Dessa forma, a empatia é o primeiro passo para compreender que uma pessoa cega utiliza um leitor de telas e que uma pessoa surda precisa de tradução em Libras (a Língua Brasileira de Sinais).

Mas como você poderia deixar seu site acessível?

O primeiro passo é querer ser inclusivo, pois quando uma página não está acessível, ela está impossibilitando que milhões de pessoas acessem o seu conteúdo.

Ainda a acessibilidade melhora o rankeamento da página no Google, uma vez que o algoritmo de busca reconhece essas práticas e o pontua com maior relevância.

Simplifique o texto. Ao fazer isso, você facilita a leitura de pessoas com dislexia.

Faça descrição alternativa das imagens, pois assim os leitores de tela poderão ler para os usuários cegos.

Não use apenas cores para destacar uma informação. Isso ajudará pessoas com daltonismo, por exemplo, que não conseguiriam diferenciar os itens destacados apenas por cores.

Crie áreas de clique maiores nos botões, isso ajudará usuários que não têm precisão nos cliques a acessar conteúdos específicos.

A W3C (World Wide Web Consortium) é uma organização mundial que desenvolve especificações técnicas e orientações para web. Ou seja, ela quem cria e mantém os padrões para os sites na internet, incluindo os de acessibilidade. O WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) é o seu documento que traz as diretrizes de acessibilidade para a web, explicando como tornar o conteúdo acessível para pessoas com deficiências. Colocamos os links para esses materiais na descrição do vídeo.

Adote tecnologias web acessíveis e ajude a construir um mundo melhor.

Material complementar

Supreme Court hands victory to blind man who sued Domino’s over site accessibility
https://www.cnbc.com/amp/2019/10/07/dominos-supreme-court.html

Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) Overview https://www.w3.org/WAI/standards-guidelines/wcag/

Dicas para editores web

Web Content Accessibility Guidelines https://www.w3.org/Translations/WCAG20-pt-PT/

Ferramentas para construir websites acessíveis

https://contrast-ratio.com/

https://handtalk.me/

https://chrome.google.com/webstore/detail/wave-evaluation-tool/

https://www.texthelp.com/en-gb/products/browsealoud/

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