Aquele rumor das marcas ouvirem para o que você está falando através do celular para vender publicidade é verdade mesmo? 😱

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Na InCuca News desta semana, desmistificamos essa polêmica que ressurgiu com denúncias de que empresas contrataram funcionários para transcrever gravações de áudio de usuários.
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Entenda também como deixar seus dados mais seguros e evitar possíveis invasões de privacidade.

Toda a polêmica voltou após uma série de denúncias de que empresas como Google, Facebook, Apple alocaram funcionários para transcrever gravações de áudio dos usuários. Porém, de acordo com essas empresas a cópia não estava relacionada a publicidade na internet ou recomendação de produtos digitais.

Facebook e Google declaram ainda que os áudios gravados e transcritos tem o objetivo de melhorar o funcionamento de inteligências artificiais e aprendizado de máquina. E que as gravações só aconteciam se o usuário optasse marcando o campo dos termos de serviço para participar de programas de transcrição.

Será que é possível acreditar na resposta oficial das companhias? Alguns testes tentaram “flagrar” uma suposta espionagem via áudio, sem sucesso e explicamos o motivo nesse vídeo.

Porém, a credibilidade das gigantes de tecnologia tem sido questionada por causa da pouca transparência em relação ao que fazem com o imenso volume de dados que circulam em seus sistemas. E esses dados podem ser a resposta para entender como elas conseguem ser tão eficazes na propaganda direcionada.

Será que essas empresas precisam mesmo ouvir nossas conversas?

Ex-funcionários já negaram publicamente que as empresas estariam nos escutando em segundo plano (quando o microfone não está sendo usado) para vender publicidade. Justamente porque as companhias têm à disposição uma grande quantidade de dados para usar em publicidade.

Segundo Google e Facebook, é esse tipo de dado on-line — e não nossas conversas — que serve para fazer direcionamento de propaganda.

Essas gigantes já sabem qual celular usamos, a conexão que temos, onde vamos, o endereço de IP ao qual estamos conectados, etc. As empresas conhecem quem são nossos amigos mais próximos, com quem conversamos todos os dias, nossos gostos, quem está conectado na mesma rede Wi-Fi.

Este, aliás, é o negócio principal dessas empresas. Embora façam diversos produtos, é com publicidade que elas ganham dinheiro. E não é pouco. Em 2018, o Google faturou US$ 116,3 bilhões com a venda de propaganda direcionada; o Facebook fez US$ 55 bilhões.

Os consumidores se sentiriam ameaçados e procurariam ferramentas para coibir publicidade, como bloqueadores de anúncio.

Testes científicos realizados com áudios nos celulares para vender publicidade

Sem confiar nas declarações de Google e Facebook, pessoas e empresas já fizeram testes para tentar aferir se existe alguma escuta escondida.

A companhia britânica de segurança digital Wandera, especializada em gerenciamento de dados em celulares, fez um teste com rigor científico usando smartphones.

Dois aparelhos foram isolados em uma sala e submetidos a uma playlist de vídeos sobre alimentos para animais de estimação. Outros dois eram mantidos em silêncio, numa outra sala.

No fim, a Wandera acessou redes sociais nesses aparelhos e não encontrou publicidade sobre o tema dos áudios. Os aplicativos não estavam ativando os microfones sozinhos e não foram encontrados indícios de consumo maior de dados, nem de bateria.

Resultado semelhante foi encontrado pela analista da consultoria Forrester, Fatemeh Khatibloo. Após receber reclamações de mais de 20 colegas de trabalho sobre supostas escutas, ela também mediu tráfego de dados em aparelhos com permissão de acesso ao microfone e não encontrou mudanças na quantidade de dados.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Material complementar

G1 – https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2019/10/15/saiba-se-as-empresas-de-tecnologia-escutam-suas-conversas.ghtml

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