Todo mundo já ouviu falar sobre os algoritmos do Instagram, os algoritmos do Facebook e etc. Mas será que você sabe mesmo como eles funcionam nas redes sociais? E se eles fossem usados para controlar você?

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Seja para seu negócio ou para seu perfil pessoal, entender o funcionamento e aproveitar ao máximo o potencial dos algoritmos pode te dar vantagens em termos de alcance, impressões e engajamento nas redes.

Os algoritmos das redes sociais estão sempre mudando e sendo aperfeiçoados. Mas a ideia principal dessa lógica é privilegiar os conteúdos “certos” para as pessoas que deveriam ter acesso a eles, afinal, ninguém mais quer consumir propagandas e conteúdos totalmente desconectados com o seu perfil. Será que o Trump gostaria de receber anúncios para comprar a nova TopTherm na Polishop? É claro que não, mas talvez a sua mãe gostaria de receber esse patrocinado.

E por falar em Trump, os algoritmos das redes sociais podem sim ajudar empresas e até mesmo Governos a desempenharem melhor ou controlar nas redes sociais. O desafio dos algoritmos agora tem sido entender melhor quais dos conteúdos são Fake News e precisam ser removidos das plataformas imediatamente.

Instagram

Temporalidade: embora os posts não sejam mais cronológicos, o Instagram ainda leva em consideração o quão recente uma imagem é;

Engajamento: o engajamento total de um post, que é medido por meio dos comentários e curtidas, especialmente em seus momentos iniciais, faz com que um post seja priorizado ou não;

Relacionamento: a rede prioriza os posts das contas com as quais o usuário mais engaja, seja por meio de comentários, curtidas, mensagens diretas ou buscas.

Facebook

Quantidade: a quantidade de postagens disponíveis para serem mostradas;

Relacionamento: quem postou o conteúdo e o nível de relacionamento do usuário com aquela pessoa (ou marca);

Engajamento: o engajamento da rede de amigos do usuário com aquela postagem;

Perfil: o potencial de engajamento daquela postagem para o usuário, o que leva em conta o engajamento e comportamento prévio dele. Assim, por exemplo, se o algoritmo entendeu que você prefere assistir vídeos do que ler textos, cada vez mais vídeos aparecerão em seu feed. Isso acontece também com a temática e diversos outros elementos.

Relevância:
– nível de informação da postagem: notícias e pautas quentes recebem prioridade;
– autenticidade da postagem: postagens nativas são consideradas mais relevantes;
– potencial de receber cliques: postagens com conteúdo visual (imagens e vídeos) têm preferência;
– potencial de engajamento: quanto mais reações, comentários e compartilhamentos, mais aquela postagem é mostrada, pois há mais chances do usuário engajar;
– por quanto tempo o usuário vai se relacionar com aquela postagem: um dos comportamentos mais comuns atualmente é deslizar o feed incansavelmente. Assim, quando você interrompe esse comportamento para consumir realmente uma postagem, o Facebook entende que ela é mais relevante.

LinkedIn

Avaliação do conteúdo: quando um conteúdo é postado no LinkedIn, o algoritmo aplica um filtro para categorizá-lo entre três categorias: spam, baixa qualidade ou bom. Não preciso nem dizer que postagens da categoria “bom” são privilegiadas, certo?

Testes para mensurar engajamento: o conteúdo postado (que estejam na categoria “bom” ou, no mínimo, “baixa qualidade”) são mostrados no feed e o algoritmo analisa o engajamento inicial da postagem. Postagens com bons índices de engajamento são consideradas positivas para o algoritmo.

Checagem de postagens virais: ok, vamos supor que sua postagem passou pelos dois estágios anteriores e conseguiu muitos likes e comentários. Nesse estágio, ela passará por uma checagem de autenticidade para conferir se sua conta (ou as contas que engajaram) não são falsas e estão criando um engajamento ilusório. O algoritmo faz isso por meio da checagem do seu perfil, conexões e informações disponibilizadas.

Revisão “manual” do conteúdo: essa é a fase que mais se destaca no algoritmo do Linkedin — a rede tem funcionários para analisar individualmente as postagens que já passaram pelos estágios anteriores e conseguiram sucesso. Isso é parte dos esforços da rede para conseguir entender o que sua audiência realmente gosta e também oferecer esse conteúdo de forma destacada. Nesse estágio, os conteúdos bem avaliados têm seu “tempo de vida” estendido, recebendo maior prioridade mesmo com o passar dos dias.

Twitter

Tweets rankeados: ao abrir o Twitter, o usuário é apresentado à alguns tweets selecionados pela própria rede antes de qualquer outra coisa. Os fatores analisados para rankear esses tweets são, como mencionamos, tanto o comportamento do usuário quanto tweets que tiveram algum destaque e foram engajantes para a rede de seguidores do usuário. Independente do critério, os tweets rankeados são selecionados com base no interesse da rede em gerar mais engajamento.

Caso você tenha perdido: essa seção traz tweets mais antigos que, como o nome indica, podem ter sido perdidos pelo usuário em seu momento original de postagem. São tweets considerados relevantes, como notícias e tweets com muito engajamento.

Timeline do Twitter: essa seção todos conhecem. É nela que aparecem todos os tweets em ordem cronológica reversa. Mas, além deles, alguns tweets também aparecem nessa parte, como curtidos ou respondidos por amigos, anúncios e contas sugeridas.